terça-feira, agosto 07, 2007

«Amiga, és o máximo!»


"Certo dia a menina encontrou ... uma amiga! Uma amiga bonita e divertida, com um sorriso que era como o nascer do Sol. E as duas corriam e brincavam e riam e choravam e partilhavam segredos e falavam de tudo. Lagartos, pais e mães, o macarrão surpresa do almoço na escola, livros, rapazes, arrotos. Tudo. E abraçavam-se sempre que lhes apetecia.
A menina estava encantada. «O que faria sem ti?» exclamou. «Vais ser minha amiga para sempre?». A outra menina sorriu o seu sorriso que era como o nascer do Sol. «Claro que sim! Amiga, és o máximo!».(...)
(...)As duas meninas passaram dias e semanas e meses e anos juntas. Saíam e ouviam música. Partilhavam roupa e sanduíches e iam ao centro comercial e ao cinema, e celebravam sempre os seus aniversários. Conversavam sobre vegetarianismo e sapatos e discutiam se os anjos tinham ou não tinham asas.(...)
(...)E de vez em quando, especialmente naquele dia em que enviara mais trinta currículos e pensava por que razão tinha nascido, chegavam aquelas palavras deliciosas: «Amiga, és o máximo!» e a menina voltava a acreditar em si mesma.(...)
Passado algum tempo, a menina conheceu um homem de quem gostava e casaram um com o outro. Mas ao fim de uns anos separaram-se. A menina recebeu um cartão da amiga que dizia: «O palerma nem imagina o que está a perder. Ah, Amiga és o máximo»(...)

(...) às vezes - quando a menina e a amiga comparavam teorias sobre o treino de ir à casa de banho, e trocavam artigos sobre o acompanhamento do sindroma da bipolaridade, ou os prós e contras de fazer uma cirurgia reconstrutiva após uma mastectomia -, chegava a mensagem mágica: «Amiga, és o máximo!» (...)
(...)A menina envelheceu. E com ela a amiga também. Faziam compras na Baixa, e iam lanchar juntas e finalmente encontraram-se no lar, e discutiam dosagens, conversavam sobre varizes, mostravam uma á outra as fotografias mais recentes dos bisnetos e consolavam-se uma à outra durante as semanas em que ninguém aparecia ou telefonava, ou quando as dores pioravam. Partilhavam camisolas e de vez em quando uma delas gritava ao ouvido da outra «Amiga, és o máximo!»

Depois de ter sido velha durante algum tempo, a menina morreu e, assim que saíu do túnel escuro para a luz, disse: «Oh agora vou poder ver um anjo»
Uma voz sonora fez estremecer os céus.
«Tu já viste um anjo, querida! Tiveste uma Amiga»
A menina ficou sem palavras ao ver uma cara conhecida tomar forma numa nuvem próxima, uma cara com um sorriso que era como o nascer do Sol (...)"


(textos retirados do livro 'Amiga és o máximo' de Carol Lynn Pearson, com ilustrações de Kathleen Peterson)

Preguicite ... a quanto obrigas!

Representação da Preguiça
Há muito que aqui não vinha, e quando venho não tenho sido de muitas palavras.... assaltou-me um dos pecados capitais – PREGUIÇA. E duma forma tão poderosa que se fossemos a contabilizar a coluna do DEVE , de certeza que já vai com uma conta calada.... bem fica pelos os outros onde o HAVER está vazio e continuará. Digamos que em matéria de pecados capitais tenho mais a haver do que devo....

A princesa foi de vacances, ora como já se está a ver aqui a piquena sem grandes obrigações para fazer jantar (e diga-se em abono da verdade que cozinhar só para uma pessoa não tem piléria nenhuma), chegava a casa e .....
E lá estava ele. Sorria-me com aquele sorriso maroto que lhe é tão característico, piscava-me o olho enquanto passava o polegar pelo lábios à “Martini man” e susurrava-me “vem a meus braços”. É impossível resistir-lhe... haaannnn aquele olhar, aquele jeitinho tão tão..... os seus braços musculados esticados para me acolherem.... lá está ele o meu “Adônis” me esperando, e eu qual Afrodite, lanço-me nos seus braços e deixo-me levar, deixo-me acarinhar, deixo-me beijar.... até à exaustão.
Altura em que dormito, ou passo pelas brasas conforme mais gostarem.
Numca pensei ao comprar este sofá no IKEA (o Adônis) que fosse usufruir de tanto prazer.... hummmmmmm

Ora bem depois deste intróito, vamos lá ao que interessa, vamos lá ao que me trouxe aqui.... vamos lá dar uma folguinha ao “Adônis” e relatar, resumidamente, alguns momentos que decorreram desde a última vez que cá vim..., que não foram todos passados a viver esta paixão adôsiana.

Junho – Passou-se, no final deste mês fiquei mais velha (DE IDADE APENAS OK?) 1 anito. Melhor prenda recebida? Esta mensagem de alguém muito especial, que consta assim: “Se tivesse que escolher entre o teu Mundo e o Meu, escolheria sem dúvida o Meu. Porque o Meu Mundo és TU” – autora: Princesa, o post no blog da minha 2nd Chance, com um desenho lindo xó pra mim (bigada minha querida, adorei)

e as várias manifestações de amizade com mensagens de Parabéns, beijinhos, abraços e mais beijinhos, tudo de bom e que contasse muitos ( só sei contar até 3... mas não disse a ninguém...xiuuuu)

Julho – A Oeste nada de novo ....a leste também não.... e pelos restantes pontos cardeais também não. Rodeada por tantos “nada de novo” restava-me afogar estas mágoas nos braços de quem?? Sim de Quem?? Claro ... do Adônis!!! Uau....
(já tô a ver as minha amigas a correrem, qual saldos nos Harrods , para o IKEA para terem um como o meu.... suas Perséfones invejosas... nunca ouviram dizer: coisa feia a Inveja. E cuidado minhas queridas, que ficam com uns pontinhos na coluna do DEVE desse pecado Capital, prá alem do da Preguiça)

Agosto – Começa a contagem decrescente para as férias....uau... Férias significa não fazer nestum... ou nenhum prontos. (Não Julho não foi assim.... só ficava no remanço depois do trabalhito ok?) Cambada de invejosas, xiçaaa.
Começa a contagem decrescente para as férias, e começa a contagem decrescente para aquele dia...

(continua...)