
Há muito que andava para escrever sobre ti (sobretudo depois de teres “usurpado” da carta aqui publicada), mas ou por isto ou por aquilo, tem ficado para trás, em banho-maria. Mas agora impõe-se.
Para falar de ti, tenho que retroceder uns anitos.... alguns ....muitos (e para te ser sincera embora sejam muitos e muito bons, vamos reduzir para metade, senão chamam-nos de velhotas). Já nos conhecemos desde os tempos do ciclo, certo? Embora só no liceu nos tenhamos aproximado, e o curioso é que nessa altura nada nos levaria a pensar que daquele grupinho (Tu, eu, Ana, Carla, Miguel, Teresa...and so on) seríamos as duas que ao longos dos anos fossemos construir aquilo que já construímos e que se irá perpetuar.
Tu, a Ana e/ou a Carla seriam as eternas grandes amigas (tudo apontava nesse sentido) eu e o Miguel íamos continuar juntos para o resto da vida.... e a Teresa essa já era previsível que iria ser a “tia”, pois se naquela altura já soubéssemos da Lili Caneças, era essa a sua alcunha sem dúvida. Do previsível só a Teresa bateu certo. No que me diz respeito ainda bem que o “previsível” não funcionou (até porque não me estava a ver casada com o Miguel...lol) e claro porque fiquei com a melhor parte de todo aquele “grupinho maravilha”... Tu.
Sabes quando pensamos em algo, e somos invadidos pela aquela sensação boa que nos aquece, que nos faz ver que afinal vale a pena? É assim que acontece comigo quando penso em ti, nas coisas boas e até nas más que juntas fomos ultrapassando.... das gargalhadas dadas em conjunto, das lágrimas choradas em conjunto, das novas experiências vividas em conjunto. E curiosamente, e para espanto de alguns, a nossa cumplicidade e amizade não se alimenta de conversas diárias. Bem pelo contrário...chegamos a estar semanas sem saber uma da outra.... mas o que sabemos, isso sim, é que quando precisamos estamos lá sempre, todinhas por inteiro e em absoluto para nos apoiarmos.
Ninguém como tu me conhece tão bem, e deixa-me sonhar, que isso se deve por teres sangue meu a correr nas tuas veias... (lembras-te quando esta fraca figura armou-se em “campeã” e foi dar sangue para ti...resultado da oferta: 3 gotas, 1 desmaio, 1 Celeste em pânico, 2 enfermeiras a levarem-me em braços e 1 bruto dum hematoma....lol, diz lá que não fiz sensação??).
São tantas e tantas as coisas a recordar, que se torna impossível transcrevê-las. Mas não é pela quantidade mas sim pela qualidade que elas ficarão sempre sempre gravadinhas na nossa memória...e que são tão deliciosas quando as recordamos.E parafraseando o Fernando Pessoa (sim novamente aquela carta...) “O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem (e as nossas “coisas” foram deveras intensas). Por isso existem momentos inesquecíveis (o teu mail foi um desses momentos...), coisas inexplicáveis (tais como consegues ter paciência para me aturar) e pessoas incomparáveis (tu és uma delas)” e agora para terminar e parafraseando-te..... Adoro-te.











